Por que avaliar além das veias visíveis?
A aparência das pernas não mostra, sozinha, como o sangue circula pelas veias. Na avaliação de varizes, a consulta reúne sintomas, histórico de saúde e exame físico. Quando indicado, o Eco Doppler complementa essa investigação e ajuda a planejar o tratamento.
O exame permite estudar a anatomia venosa e o refluxo — fluxo em sentido inadequado que pode estar associado à insuficiência das válvulas. Essas informações ajudam a identificar quais segmentos precisam de atenção.[1]
Quando o Doppler costuma ser indicado?
O exame tem papel importante na avaliação de varizes sintomáticas, na investigação de refluxo e no planejamento de intervenções. Dor, peso, inchaço, alterações da pele e feridas podem justificar avaliação especializada. Varizes que reapareceram após tratamento também podem exigir novo mapeamento.
A indicação deve responder a uma pergunta clínica: existe refluxo? Quais veias estão envolvidas? Como os achados modificam o tratamento? O objetivo é obter informações úteis para uma decisão individualizada.[2]
Quem tem apenas vasinhos também precisa?
A indicação não deve ser apresentada como uma regra única para todas as pessoas. As diretrizes diferem nesse ponto: a brasileira de 2023 contempla o uso precoce do Doppler em pacientes classificados como C1, enquanto a norte-americana desaconselha o exame de rotina em pessoas com vasinhos ou veias reticulares sem sintomas.
Por isso, a presença de pequenos vasos isolados não deve levar automaticamente à investigação ou ao tratamento da safena. Sintomas, sangramento e outros achados clínicos precisam ser considerados.[3,4]
Como o exame é feito?
O profissional aplica gel na pele e movimenta o transdutor sobre a região examinada. Para pesquisar refluxo, a avaliação é feita em pé sempre que possível, com adaptações quando necessário. Podem ser realizadas compressões e manobras para observar a resposta do fluxo.
O ultrassom não utiliza radiação ionizante. Em geral, é bem tolerado, mas a pressão do transdutor pode causar desconforto em áreas sensíveis.[4–6]
É necessário preparo?
Para o estudo das veias das pernas, normalmente há pouco preparo. Use roupas que facilitem o acesso à região e siga as instruções recebidas no agendamento. Exames que incluem vasos abdominais podem exigir orientações diferentes, como jejum.[7]
Como o resultado ajuda a escolher o tratamento?
O mapeamento contribui para discutir as opções de tratamento de varizes em Passo Fundo.
Dependendo da anatomia e da avaliação clínica, podem ser consideradas técnicas como escleroterapia com espuma e endolaser venoso. Elas têm mecanismos e indicações diferentes; encontrar refluxo no exame não define, isoladamente, qual procedimento realizar.[8]
Na prática do Dr. Almondi Fagundes, o endolaser é realizado em ambiente hospitalar, com anestesia local e possibilidade de alta no mesmo dia, sem permanência hospitalar, quando clinicamente apropriado. O planejamento e a necessidade de observação são individualizados.
Avaliação vascular em Passo Fundo
Uma avaliação especializada permite relacionar os achados do exame aos sintomas e discutir benefícios, limitações e alternativas de tratamento. O Doppler integra esse processo; não substitui a consulta.
Dr. Almondi Fagundes — CRM-RS 27252.
Angiologia e Cirurgia Vascular — RQE 18982.
Ecografia Vascular com Doppler — RQE 21674.
Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular — RQE 25703.
Conteúdo educativo. Não substitui avaliação médica individualizada.
Referências
1. NICE. Varicose veins in the legs — Duplex ultrasound.
2. NICE. Varicose veins: diagnosis and management — CG168.
3. Kikuchi R et al. Brazilian guidelines on chronic venous disease. 2023.
4. Gloviczki P et al. SVS/AVF/AVLS guidelines, Part II. 2024.
5. ACR/RSNA. Venous Ultrasound.
6. ACR/RSNA. How to Prepare for Your Ultrasound Exam.

